Quase cuspi um enorme “não” na cara dele. Mas o que quer que ele soubesse, eu precisava saber. Ele estava forçando um encontro. Já era tarde, eu estava cansada do trabalho, mas não estava cansada do jogo. Ele estava fazendo exatamente o que eu fazia. Encontrou uma brecha e se aproveitou dela. A diferença era que ele buscava vantagem pessoal. Queria estar com essa versão novinha em folha de mim, com cabelo feito, maquiagem cara e sapatos de grife. Queria se sentir bem consigo mesmo, como se pudesse ter ficado comigo, se quisesse.
Foi por isso que escolheu um café onde advogados e policiais frequentavam.
Para mostrar que ele ainda era interessante. Que ainda importava.
Daniel não se importaria. Eu sabia disso. Ele confiava em controle, não em aparências. Mas eu me importava. Não gostava da ideia de reabrir uma porta que eu já tinha fechado, especialmente quando sentia pressão se acumulando de todos os outros lados.
Disse a mim mesma que recusaria. Disse a mim mesma que não lhe devia nad