Eu assisti às imagens de segurança da faculdade do Diogo. Sérgio tinha feito o trabalho com minúcia. Vários ângulos. Carimbos de tempo alinhados. Quadros aprimorados. O homem apareceu exatamente quando o Diogo disse que apareceria. Nem antes. Nem depois. Não tinha pressa. Não demorava demais. Ficava onde as câmeras se sobrepunham o suficiente para ser visto sem ficar nítido.
Profissional.
Diminuí a velocidade. Quadro a quadro. A postura estava errada para um pai. Aberta demais. As mãos, erradas para um policial. Paradas demais. Ele não estava varrendo o ambiente em busca de ameaças. Estava medindo reações. Esperando que o Diogo oferecesse alguma coisa. Qualquer coisa.
Aproximei o rosto dele.
Ele sorriu para a câmera. Sabia que, mais cedo ou mais tarde, chegaríamos ali.
Nada de extraordinário. Esse era o ponto.
Assisti de novo. E outra vez. Na quarta vez, o estômago afundou.
Não era quem ele era. Era como ele se movia.
Guardei o drive e fui direto para casa, sem passar no mercado, sem