Quando entramos, a casa despertou. George surgiu do nada para pegar nossas malas no carro. Eu me joguei no sofá, chutando os sapatos para longe. A chef apareceu, abotoando o dólmã.
— Carla. Daniel. — ela nos cumprimentou. — Estão com fome? Posso preparar alguma coisa?
Olhei o relógio. Ela já estava no fim do turno. Bufei.
Daniel me olhou.
— Você está com fome?
Encostei a cabeça no encosto, encarando a parede.
— Está tudo bem, Joanne. Você pode ir. A gente se vira para comer alguma coisa — disse Daniel.
— Não tem problema, faço algo em quinze minutos.
— Não precisa. Obrigado.
Ela saiu como uma sombra.
Depois de um tempo, eu disse:
— Estou com raiva.
Daniel assentiu.
— Ótimo.
E sentou ao meu lado no sofá.
— Quero encontrá-lo — continuei. — O homem que visitou o Diogo.
— Eu sei — disse Daniel.
— E quero que ele se arrependa.
Os olhos de Daniel haviam ficado na estrada lá fora, mas a voz mudou. Cautelosa. Precisa.
— Eu entendo — disse. — Você só precisa decidir o que “arrependimento” sign