O céu já estava escuro quando Daniel me encontrou.
Eu estava à beira da piscina com uma cerveja. Sem sapatos. Casaco jogado de lado. Apenas o som da água e o murmúrio distante da cidade lá embaixo. A garrafa estava fria contra a minha mão.
Ele parou a alguns passos de mim e me observou por um momento antes de falar.
— Você parece alguém que sobreviveu a um dia — disse.
— Sobrevivi — respondi. — Por pouco.
Ele se aproximou e puxou a cadeira ao lado da minha, sem tocar ainda. Ele nunca apressava