Saí do restaurante com a cabeça ainda zumbindo — não pelo vinho, mas pelo peso do que ele tinha dito. Uma vida. Uma escolha.
Mas eu precisava ver mais. Sem os olhos do Daniel sobre mim.
O complexo se estendia em linhas limpas e caminhos silenciosos, toda aquela luz quente refletida em pedra polida. O tipo de lugar onde nada range, nada lasca, nada é básico ou comum.
Observei as lajotas mudarem sob meus pés — de acolhedoras e quentes para elegantes e rústicas.
Um spa. Claro.
Não um spa.
Um templo para mimar gente rica. Bancadas aquecidas esculpidas em mármore. Quedas d’água nas paredes. Toalhas macias empilhadas como nuvens. Uma piscina que brilhava em turquesa suave sob lanternas em formato de pétalas de lótus.
Um ano do meu salário não pagaria nem para molhar os pés naquele lugar.
Dois homens estavam perto da piscina gelada, observando duas mulheres em biquinis dourados como compradores em um leilão. Eu me escondi atrás das colunas e deslizei por outra porta.
No corredor seguinte: um