— Estou fazendo uma contra oferta — ele disse.
Claro que estava.
— Posso te dar coisas que ele não pode — Daniel continuou. — Segurança, para começar.
— Você acha que ele não pode me proteger? — Retruquei.
Ele riu um pouco.
— Desculpe, Carla, mas não. Ele está atrás de uma mesa na delegacia ou em um carro de patrulha do outro lado da cidade. Quando não está soterrado em relatórios. Ele não consegue nem te proteger de mim — Daniel disse. Lá estava: a ameaça, suave e educada, deslizando por debaixo da mesa e roçando nos meus tornozelos.
Coloquei minha taça na mesa e cruzei os braços.
— Isso é uma ameaça?
— Não. — Ele disse. — É a verdade. Eu nunca vou te machucar. Mas se você sair da minha vida e decidir que quer me destruir com ele, ele não vai ganhar. Ele sabe disso. Eu sei disso. E você sabe, em algum lugar dessa sua mente brilhante.
— Então essas são minhas opções? — Perguntei. — Seu lado ou lado nenhum?
— Sua opção, — disse ele devagar — é decidir qual vida você quer. Não qual home