Daniel tomou o último gole da delicada xícara de café de vidro à sua frente e saboreou o líquido. Soltou um suspiro. Mais cedo ou mais tarde eu receberia aquela lição irritante sobre como aqueles grãos foram colhidos à meia-noite no topo da montanha mais alta do Afeganistão e torrados à perfeição por monges cegos ou algo do tipo. Mas não dessa vez. Ele sorriu calorosamente para mim.
— Você realmente não percebe, percebe?
— Eu perguntei, não perguntei?
— Sim. Sim, perguntou. E aqui vai: você tem