Diogo me encontrou na mesa da cozinha com um bloco de notas e uma calculadora. Havia bastante dinheiro na minha conta, mas a despensa estava quase vazia. Daniel já tinha me pago por encontrar o ponto de alavancagem contra Vikram — o que salvou todos eles de perder milhões. Mas, claro, ele não me pagou milhões.
— Tudo bem, mãe? O que é isso? — ele perguntou, saindo do banho.
— Sou eu fechando as contas.
— Ah… Eu posso tentar conseguir umas horas extras no trabalho. Ou, se precisarmos cortar…
— Não vamos cortar nada. Você vai para a faculdade e eu estou equilibrando o orçamento. Vá se vestir, eu te levo ao trabalho.
O trabalho do Diogo não ficava exatamente no caminho do meu, mas achei que ele merecia uma viagem a menos de ônibus. Conversamos sobre isso e aquilo durante o trajeto, enquanto eu revisava mentalmente os números que tinha acabado de somar.
As pessoas no trabalho tinham nos dado um impulso, e todo o dinheiro que recebi do Daniel cobria o primeiro ano inteiro da faculdade.