Lavei o rosto no banheiro ao lado. A pia tinha os melhores produtos de higiene. Até maquiagem! Era o sonho de qualquer hóspede de improviso. Encontrei meus sapatos ao lado da cama. Lá fora era dia e a casa de Daniel estava silenciosa. Caminhei um pouco para me situar. Encontrei o salão onde ele tinha feito a festa e estava impecável. Nenhum vestígio dos milionários bárbaros. O lugar parecia uma foto de revista de decoração.
Havia, talvez, um leve cheiro de charuto no ar. Quase nada.
Encontrei a cozinha seguindo o aroma. Algo delicioso estava no fogo, mas não era Daniel cozinhando.
— Ah, olá! O senhor Daniel disse que você acordaria a qualquer momento. Quer café da manhã ou almoço? — disse a cozinheira, uma moça baixinha e animada.
— Eu… Café, por favor. — senti meu corpo procurando sentido. — Espera… que horas são?
Já tinha passado da hora do almoço. Então percebi: eu não tinha voltado para casa para o Diogo! Faltara ao trabalho! Revistei meus bolsos. Sem celular, sem chave do carro.