— E então? — Diogo insistiu, enquanto eu ainda tentava pensar. Eu não tinha uma resposta que fizesse sentido.
— Que interrogatório é esse? Você virou policial agora?
— Quero saber, mãe. Vi o carro velho em que ele chegou e o carrão de luxo que veio buscá-lo. Que história é essa?
Senti o calor subir pelo pescoço.
— Ele é um contato do trabalho — tentei. As palavras soaram vazias.
— Um contato? Tipo um cliente? É seu chefe? — Diogo perguntou.
— Não exatamente.
— Um amigo, então? Ou… Você não está saindo com aquele policial?
— O quê? Estou sim! O Nick. Estou saindo com o Nick.
— Então quem é ele? Como ele se chama, mãe?
— Ele é o Daniel e… eu… eu presto consultoria para ele, ok? Ele apareceu no escritório outro dia, fez umas perguntas, mas não precisava de advogado nenhum. Precisava de alguém que conhecesse os caminhos da burocracia.
— Então você está fazendo um bico pra ele? — Diogo pareceu magoado.
— Sim, acho que sim.
— Um segundo emprego? Mãe, você não devia…
— Acho que