Hanna
O tempo para.
O mundo some.
Só existe ele.
Ethan está parado na minha porta como se fosse uma miragem materializada depois de dois meses sangrando saudade… e o impacto é tão forte que meu corpo reage antes da minha mente.
Ele dá dois passos para dentro e me envolve, me prendendo contra o peito como se estivesse recuperando algo que perdeu.
O cheiro dele me atinge — quente, masculino, familiar — e minhas pernas falham.
A mala cai no chão.
A porta se fecha com o pé dele.
— Meu Deus… — sussurro, afundando o rosto no pescoço dele. — Você realmente veio…
Ele respira fundo, com a boca encostando na minha pele, a voz rouca, quase um gemido contido.
— Eu precisava de você. Não aguentava mais uma noite sem te tocar.
O som disso percorre meu corpo como faísca.
Ele me levanta pela cintura sem aviso, me fazendo soltar um suspiro que treme e esquenta meu corpo, e minhas pernas automaticamente se enrolam ao redor dele.
Ethan me segura como se eu fosse leve, como se fosse natural — como se est