Hanna
A semana tinha sido longa.
Pesada.
Tensa.
E a saudade de Ethan parecia crescer um centímetro por hora.
Na sexta-feira à final de tarde, quando cheguei em casa, joguei minha bolsa no sofá, exausta. O celular vibrou — de novo.
Era ele.
Porter.
Dezenas de mensagens não lidas.
“Hanna, precisamos conversar.”
“Eu não assinei nada ainda.”
“Você sumiu.”
“Nós precisamos de uma reunião.
“Ninguém sabe que estamos separados. Vamos resolver isso direito.
Meu estômago embrulhou.
Eu sequer abri as mensagens.
Encostei o celular no peito e senti aquela velha náusea familiar: a manipulação disfarçada, o controle que ele sempre exerceu sobre mim, o medo de virar refém do passado outra vez.
Respirei fundo.
“Eu não devo nada a ele.”
Nem uma resposta.
Peguei o celular e, sem pensar, liguei para quem realmente importava.
Ethan.
Ele atendeu no segundo toque.
— Amor? — a voz dele veio carregada de preocupação. — Tá tudo bem?
Fechei os olhos. Só ouvir aquel