Hanna
O táxi mal saiu do aeroporto e as lágrimas já estavam caindo novamente.
Não era choro bonito.
Não era choro silencioso.
Era dor — real, profunda, ardida — como se alguém tivesse arrancado um pedaço de mim e colocado dentro daquele avião com o Ethan.
Engoli o soluço e encostei a testa no vidro, vendo a cidade passar borrada.
E, de repente, a verdade bateu direto no peito:
Eu nunca chorei assim ao descobrir a traição do Porter.
Por quê?
A resposta veio cruel:
Porque talvez aquilo nunca tivesse sido amor.
E o que eu sentia por Ethan…
era.
As primeiras 24 horas foram as piores.
Tudo parecia errado — o silêncio do meu apartamento, o café sem ele me provocando, o caminho até o escritório sem o toque da mão dele na minha cintura.
A saudade doía em forma de nó na garganta e peso no estômago.
Na segunda-feira, Ethan me mandou a primeira mensagem do dia antes mesmo de eu sair da cama:
Ethan: “Bom dia, pequena. Dormiu?”
Eu: “Quase nada… e você?”
Ethan: “Pior ainda. Queri