Ana
O avião balançava como se fosse feito de papel. Eu me agarrava no braço da poltrona, mas parecia que aquilo não segurava absolutamente nada. A cada sacudida, meu coração disparava mais forte. Eu juro que pensei: é agora, vou morrer de um jeito bizarro, dentro de um jatinho chique, vestida com a roupa mais sem graça que escolhi correndo.
— Lex… — minha voz saiu trêmula, quase engasgada. — Isso é normal?
Ele, sentado ao meu lado, parecia o próprio retrato da calma. Tinha uma taça de vinho na