Lex
O abrigo estava tão lotado que parecia um formigueiro humano. Gente falando, rindo, chorando, comendo, dormindo em colchonete — tudo ao mesmo tempo.
E lá no meio, estava ela.
Ana Luiza Prado.
De moletom cinza, cabelo preso de qualquer jeito e uma expressão que misturava teimosia com exaustão.
Mesmo ali, cercada de caos, ainda chamava atenção. Era irritante como ela conseguia isso sem fazer nada.
Atravesso o corredor, desviando de umas crianças correndo, até parar perto dela. Ela está sen