Ana
O carro deslizou pela estrada de terra, cercado por árvores tão altas que pareciam tocar o céu. Eu encostei a cabeça no vidro, tentando adivinhar para onde exatamente Lex estava me levando.
Ele não tinha dado mais nenhuma pista, só aquele sorriso convencido de quem adora ver alguém morrendo de curiosidade.
– Vai ficar me torturando mesmo? – perguntei, cruzando os braços.
– A graça é essa. – Ele riu, desviando o olhar rápido para mim antes de voltar a atenção à estrada. – Você não confia em