Ana
A semana passou como um trem desgovernado. Trabalho, café, almoço correndo, relatórios, ideias, revisão, café de novo e, no meio de tudo isso, eu tentando não ficar olhando o celular de cinco em cinco minutos esperando uma mensagem do Lex.
Ele dizia “me desculpa, semana que vem vai dar”, eu dizia “tudo bem”, mas por dentro eu já tava começando a me acostumar com uma sensação bem chata:
Promessas vazias doem mais do que brigas.
Na sexta-feira, no final do expediente, eu tava guardando minha garrafa de água na bolsa quando ouvi passos atrás de mim e a voz leve do Daniel:
— Então, Ana… dessa vez você vai ter um espacinho na agenda pra jantar com a galera?
Ele cruzou os braços e ficou me encarando com aquela cara de quem já sabia a resposta, só queria ouvir.
— Acho que não… — respondi, fechando o zíper. — Eu tenho planos de novo.
Daniel levantou uma sobrancelha.
— Namorado?
— Namorado.
Ele deu um risinho rápido.
— Tudo bem. Mas caso ele resolva dar o mesmo caô da semana passada…
Eu fi