A tarde deslizava silenciosa pela encosta dos Alpes. O céu, nublado em tons cinza perolado, refletia o mesmo frio interior que Isabelle carregava há meses. Na mansão Marchand-Lefevre, a rotina havia se tornado mecânica: café servido por Amélie às oito em ponto, papéis apresentados por Claude às nove, e Isabelle sempre ausente — mesmo quando presente.
Naquele dia, porém, o destino viria bater à porta de forma inesperada.
Claire caminhava pelo hall quando ouviu o som de um carro importado estacio