49. Um plano digno dos Monteiro de Alcântara
Álvaro estava ocupado demais devorando a boca de uma morena para prestar atenção ao tempo. As mãos dela serpenteavam por seu peito, unhas arranhando levemente sua pele por cima da camisa aberta. O cheiro adocicado do perfume dela misturava-se ao gosto do licor em sua língua. Era uma boa distração. Um passatempo enquanto Vicente fazia sua parte.
Mas então ele viu.
Isadora.
Descendo as escadas com passos incertos, os cabelos desgrenhados, a boca manchada de batom — e não era o dela.
Álvar