[NARRADO POR CAIO – O MURALHA]
O portão do beco se abriu com o chiado velho de sempre.
E quando bati o pé no chão da minha quebrada, deixei escapar, num sussurro:
— “Enfim… em casa.”
Alana parou do meu lado. Olhou pro alto do morro como quem encara um passado que não cabe mais na roupa.
— “É estranho.”
— “O quê?”
— “Voltar pro morro… depois de ter saído daqui pra ser policial.”
O silêncio engoliu o fim da frase dela.
Mas eu sentia. Tava tudo ali na respiração dela — o peso, a dúvida,