[NARRADO POR CAIO – O MURALHA]
O asfalto já tinha voltado, mas meu corpo ainda era barro, sangue e dor.
Cada curva de moto doía como tapa nas costelas quebradas.
Alana atrás de mim respirava pesado, agarrada na minha cintura com os dedos trêmulos, a camisa rasgada, a testa sangrando.
A gente era dois fantasmas sujos da explosão que o Brasil achava que tinha vencido.
Mas não tinha.
Ainda não.
Foi quando dobrei a última viela antes da entrada da Conquista… que vi.
Mais um carro da PM.
D