[NARRADO POR CORONEL DANIELA VASCONCELLOS]
O café esfriava na xícara.
Branco. Sem graça. Com a borda trincada.
Como o sistema que eu sirvo.
A chuva batia nas janelas da base, fina, insistente, como dedo cutucando ferida. Eu observava o pátio lá embaixo, soldados marchando numa coreografia ensaiada — disciplina de fachada. Porque a verdadeira guerra… é a que começa quando ninguém mais tá olhando.
Peguei o telefone interno.
— “Chama o Vilela. Agora.”
Dois minutos depois, ele aparece