[NARRADO POR AZIZA]
O barulho do portão bateu lá embaixo e eu já sabia.
Era ele.
Diguinho subiu com a cara fechada, passo de quem vem trazendo desgraça nas costas. O sol batia forte no corredor, mas o que pesava era o clima. Chegou na sala sem tirar o boné, jogou a chave em cima da mesa e soltou:
— “Ele vai subir.”
Eu nem precisei perguntar quem.
Caio.
Meu primo.
O Muralha.
— “Com ela?” — perguntei, o cigarro já queimando entre meus dedos.
— “Com ela.”
Fiquei em silêncio p