NARRADO POR ALANA
(a mulher que aprendeu a ler silêncio como quem lê ameaça)
A poeira ainda não tinha baixado quando ele parou de olhar.
Ficou ali, de pé, como se a imagem da prima dele sumindo na curva fosse mais importante do que qualquer coisa que tivesse acontecido entre nós.
E eu?
Eu tava ao lado.
Mas me sentia atrás.
Na sombra.
— “Família interessante a tua…” — falei, cruzando os braços, sem esconder o tom ácido na voz.
Ele não respondeu. Só deu aquele sorriso de canto que mais irrita do