Terminei o banho me sentindo outra. Ou quase.
A água gelada não lavava passado, mas dava um choque de presente. Me lembrou que eu ainda tava aqui. Ainda viva. Ainda de pé.
Enrolei a toalha no corpo, sentindo o tecido áspero grudar na pele. Andei até o colchão no canto do bunker. Caio tava sentado, limpando uma pistola com um pano velho. O olhar dele subiu — e ficou.
— “Se tu continuar olhando assim, juro que te dou um soco.” — avisei, seca.
Ele levantou as duas mãos, rindo.
— “Não tô olha