NARRADO POR MURALHA
(o dono do bunker e do próprio silêncio)
Saí do quarto antes que a voz dela tentasse justificar mais alguma coisa.
Nem bati a porta.
Nem olhei pra trás.
Só fui.
A verdade tava entalada na garganta, amarga como sangue velho.
E eu sabia: se ficasse mais um minuto ali, ou beijava… ou quebrava tudo.
Encostei na parede de fora do bunker. O concreto tava gelado. Mas nada mais frio que o que tava por dentro.
Encostei na parede do bunker com a cara virada pro nada e o peito rangendo