[Narrado por Alana]
O motor finalmente calou.
Depois de tanta gritaria, blitz, curva insana e voo sem asa, o silêncio bateu mais forte que qualquer sirene.
A gente parou numa viela funda, sem nome, sem saída. Uma dessas ruas que nem o mapa tem coragem de mostrar. O asfalto era rachado, o muro grafitado com códigos de guerra e o portão à frente parecia abandonado — mas não era.
Caio desceu da moto como se tivesse acabado de chegar de um passeio qualquer.
Eu desci depois, as pernas ainda tremendo