[Narrado por Caio – o Muralha]
A moto vibra debaixo da gente como se tivesse alma.
Ou raiva.
Ou os dois.
Eu com uma mão no guidão e a outra pronta pro gatilho. Ela atrás de mim, grudada. Corpo quente, respiração no meu cangote. E a Glock no colo, igual o coração dela: destravado e em alerta.
Essa porra não é fuga.
É recomeço.
Ou fim bonito, dependendo do ponto de vista.
— “Tu tá bem aí?” — grito contra o vento.
— “Melhor que muito viva por aí.” — ela responde, e eu sorrio. A porra do sorriso qu