capítulo 18

[Narrado por Caio – o Muralha]

A moto vibra debaixo da gente como se tivesse alma.

Ou raiva.

Ou os dois.

Eu com uma mão no guidão e a outra pronta pro gatilho. Ela atrás de mim, grudada. Corpo quente, respiração no meu cangote. E a Glock no colo, igual o coração dela: destravado e em alerta.

Essa porra não é fuga.

É recomeço.

Ou fim bonito, dependendo do ponto de vista.

— “Tu tá bem aí?” — grito contra o vento.

— “Melhor que muito viva por aí.” — ela responde, e eu sorrio. A porra do sorriso que ninguém entende, mas quem já perdeu tudo reconhece.

A cidade passa borrada do lado. Prédios, postes, igreja, boteco. Tudo parece olhar pra gente com medo ou respeito.

Ou os dois.

Porque não é todo dia que uma farda e um traficante cruzam o mapa como se fossem cometa.

Ou maldição.

— “Tu sabe que agora é real, né?” — digo, sem olhar.

— “Sempre foi.” — ela responde.

Acelero.

Porque eu gosto de ouvir ela falar sério no meio da merda. Tem mulher que geme. Alana rosna. E isso me acende de um jeito q
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