Anyelle
A viagem de volta foi um silêncio carregado de raiva. Eu o olhava de soslaio, ele mantinha os olhos fixos na estrada, as mãos apertando o volante. Quando chegamos em casa, ele abriu a porta do carro e me puxou para dentro sem dizer uma palavra. Ele me empurrou para o quarto e trancou a porta.
— O que pensa que estava fazendo lá, Anyelle? — Sua voz estava baixa, mas tremia de fúria contida.
— Eu estava me divertindo! — Gritei de volta, desafiadora.
— Você não tem direito de me envergonhar daquele jeito — Ele deu um passo à frente, o corpo tenso.
— Eu não te envergonhei, eu só estava sendo eu mesma, você não tem direito de controlar o que eu faço — Eu não recuei, mesmo sentindo um calafrio na espinha.
Ele se aproximou ainda mais, seu olhar fixo nos meus. A raiva em seus olhos começou a se misturar com outra coisa, um brilho intenso que eu conhecia bem.
— Ah, não tenho? — Sua voz se tornou um sussurro rouco, e ele me empurrou contra a parede, prendendo-me com o corpo.
No