O terceiro dia da viagem amanheceu carregado. Não de chuva, mas de algo mais pesado: a sensação de que Lívia e Rafael estavam falando cada vez menos… e sentindo cada vez mais.
Lívia acordou com a luz entrando pela fresta da cortina. O quarto estava frio, o ar parado, e o travesseiro ainda úmido do choro da noite anterior. Ela respirou fundo, tentando resgatar a energia que sempre teve para começar o dia, mas o corpo parecia cansado de lutar contra um vazio que não dava trégua.
Pegou o celular.