Naquela semana, o ar no escritório tinha um tipo diferente de eletricidade.
Os olhares se tornaram mais longos, as pausas mais carregadas.
Tudo parecia igual na superfície — mas, por baixo, cada gesto escondia uma intenção.
Camila era quem mais se divertia com isso.
Nada a fazia sentir mais viva do que observar pessoas acreditando que estavam seguras.
Depois de anos convivendo com líderes e discursos, ela aprendera uma verdade simples: ninguém é tão transparente quanto pensa.
Naquela manhã,