Aurora acordou com um peso no peito.
Não era só o acúmulo dos últimos meses, das escolhas adiadas, dos livros rejeitados, da sensação de estar sempre à beira do abismo. Era algo mais antigo. Uma voz que ela vinha tentando ignorar desde o dia da proposta de venda da Constela.
Levantou da cama, calçou os chinelos devagar e foi até o pequeno escritório que dividia com Davi.
Sobre a mesa, o manuscrito de Cartas Que Nunca Foram Escritas estava impresso, encadernado com grampos provisórios.
Ela passo