A idéia do livro, que antes parecia apenas um refúgio criativo para os dois, começava a tomar forma de verdade.
As páginas estavam se empilhando, as ilustrações de Davi se tornavam mais detalhadas, mais emocionais. Cada linha desenhada era uma memória recuperada, um sentimento registrado. E, sem perceber, eles estavam construindo não só uma história, mas um pedaço deles mesmos.
Aurora passava as tardes digitando os capítulos no notebook antigo que herdara do avô. Davi, ao lado, rabiscava no tab