O quarto amanhecia em silêncio.
As primeiras faixas de luz filtravam-se pelas cortinas cinza, riscando a penumbra com tons dourados suaves. Luna se remexeu entre os lençóis macios, o corpo quente, a mente ainda envolta em brumas.
Abriu os olhos devagar. Estranhou o teto desconhecido, o cheiro leve de incenso e perfume feminino, o lençol de algodão egípcio acariciando sua pele como seda. Não estava em casa. Nem no sofá de Isadora. Seu vestido ainda estava ali, um pouco amarrotado. Mas os sapat