O coquetel avançava como uma dança de máscaras. Música ambiente, risos elegantes, brindes contínuos. Mas Luna já passava do limite.
Quarto copo. Quinto. Ela já ria alto demais, gesticulava com as mãos, e sua postura, normalmente contida, escorregava para algo desleixado, quase provocador.
— Você tá muito mais solta do que nas reuniões — comentou um dos analistas de TI, sorrindo, puxando conversa pela terceira vez naquela noite.
— Talvez eu seja uma atriz — disse Luna, rindo. — Ou talvez você