O teclado da Luna tilintava em ritmo constante. Ela usava os fones, fingia concentração, mas os olhos vez ou outra se desviavam para a sala envidraçada no fundo do andar.
Sophia andava de um lado pro outro, falando ao telefone com alguém da diretoria. O tom era cortês, mas o olhar… o olhar estava longe. Travado. Sempre que passava perto da parede de vidro, seus olhos procuravam, mesmo sem querer, a mesa da estagiária de cabelo preso em um coque bagunçado.
Luna sentiu o arrepio quando percebe