Dante acordou com o gosto de sangue na boca e dor latejando em cada osso do corpo.
O ar era pesado, úmido, cheirando a ferrugem, óleo velho e urina seca. Ele estava amarrado a uma cadeira de metal dobrável, braços presos atrás das costas com cordas grossas que cortavam a pele a cada movimento mínimo. As pernas também estavam fixadas nas pernas da cadeira com fita adesiva industrial, tão apertada que já sentia os pés formigando de falta de circulação. O olho esquerdo estava quase fechado de inch