A escuridão era densa, sufocante. Isabella piscou várias vezes, tentando focar a visão embaçada. A droga que injetaram ainda corria em suas veias, deixando-a lenta, pesada. Sua cabeça pendia para frente, e quando tentou se mexer, sentiu as cordas cortando os pulsos amarrados atrás da cadeira de metal. O cheiro era de óleo velho, ferrugem e umidade — um armazém abandonado, provavelmente nos arredores industriais de Nova Jersey ou Brooklyn. O único som era o gotejar distante de água e a respiração pesada de alguém próximo.Ela ergueu o olhar devagar. À sua frente, sob a luz fraca de uma lâmpada pendurada por um fio exposto, estava o homem que a interrogara antes de desmaiar novamente. Alto, careca, com uma cicatriz que cortava a sobrancelha esquerda e descia até a bochecha. Vestia um terno barato, mas carregava uma autoridade fria. Ao lado dele, dois capangas armados com pistolas automáticas, rostos impassíveis.— Acordou, princesa? — disse o careca, com um sotaque italiano carregado, q
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