Ela me conduziu, ou melhor, me arrastou de uma forma rude até o carro de Rafael. Meus pés mal se arrastavam pelo chão, meus joelhos cediam a cada passo. A porta do veículo se abriu com um estalo, e ela me empurrou para dentro. A chuva, que antes parecia fraca, agora batia em mim com força, encharcando minhas roupas, o vento gelado me cortando a pele. Eu mal conseguia ver algo ao meu redor, a visão embaçada, o mundo girando. O máximo que consegui fazer foi emitir sons de choramingos, um lamento