A Carta de Jeniffer
RAFAEL
Dois dias depois, acordei antes do sol. A casa estava silenciosa. Emma ainda dormia, aninhada em seu quarto. Mas havia uma tristeza estranha pairando na manhã, uma melancolia que não vinha do tempo lá fora, mas de dentro de mim. Era uma sensação que eu não conseguia explicar, como se meu corpo soubesse, antes mesmo da minha mente, que aquele dia seria diferente.
Fui arrumar a estante da sala — aquela onde guardo algumas coisas antigas. Papéis, fotos desbotadas pelo tem