O quarto de hotel parecia grande demais para Melina.
Não pelo tamanho, mas pelo silêncio. Um silêncio diferente daquele da casa que dividia com Diogo. Ali, o vazio não carregava memórias. Ainda assim, doía.
Ela deixou a mala no canto e sentou-se na beira da cama, sentindo o corpo pesado, como se tivesse corrido quilômetros sem sair do lugar. O beijo ainda queimava em sua mente, insistente, desobediente a qualquer tentativa de racionalização.
Fechou os olhos.
As mãos dele em sua cintura. O jeito