Melina segurou a alça da mala com mais força do que precisava.
A porta estava à sua frente. Bastava estender a mão, girar a maçaneta e atravessar. Era simples assim. Pelo menos em teoria. Na prática, cada músculo do seu corpo parecia resistir ao movimento.
Ela respirou fundo e levantou a mão.
Não chegou a tocar.
Diogo surgiu atrás dela num impulso, como se tivesse entendido o que estava prestes a acontecer antes mesmo que ela admitisse para si mesma. A mão dele envolveu o pulso dela, firme, quente, urgente demais para ser ignorada.
— Não vá — disse, a voz baixa, quebrada.
Melina virou-se, o coração disparado.
— Eu preciso — respondeu, mesmo sem convicção.
Ele não discutiu. Não pediu. Não negociou.
Apenas a puxou para si.
O beijo veio como um impacto. Não houve aviso, nem cuidado, nem espaço para recuar. Foi como se Diogo estivesse colocando ali tudo o que não soube dizer, tudo o que segurou por orgulho, tudo o que temeu perder.
Melina arquejou, surpresa, mas não negou.
As mãos dele su