Depois daquela noite, a casa mudou.
Nada havia sido dito, mas tudo estava diferente. O quase beijo se tornara um silêncio pesado, uma presença invisível entre eles. Melina passou a acordar mais cedo. Diogo passou a dormir mais tarde. Quando se cruzavam, era como se ambos fingissem que o outro não ocupava o mesmo espaço.
Na cozinha, pela manhã, Melina preparava o café em silêncio. Diogo entrou sem cumprimentá-la, abriu a geladeira, pegou uma garrafa de água.
— Bom dia — ela disse, mais por educa