Jonas ficou parado diante da geladeira aberta, o papel em mãos, o nome do professor ali — intacto, sem cruz.
Então a memória veio como uma onda, nítida, pesada.
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Era uma tarde cinzenta, o tipo de dia em que o ar parecia carregado antes mesmo da chuva cair.
A sala de aula do colégio público onde estudava estava abafada, as janelas abertas deixavam entrar um vento úmido, mas ninguém prestava muita atenção. Exceto o professor Daniel.
Ele andava devagar entre as carteiras, falando com uma calma q