Mundo ficciónIniciar sesiónTrancado em mais prisões do que é capaz de se aperceber, Liam precisa transformar o quadro atual em que se encontra para trazer a verdade à tona sobre a culpa que caiu sobre ele. As informações que precisa obter estão guardadas em algum lugar de sua mente, mas ele não pode confiar nem na própria sanidade.
Leer más- Acho que o senhor tem ultrapassado um pouco dos limites aqui doutor Bennet - como em uma gravação antiga, cuja voz captada era muito pobre e parecia esmaecer ainda mais ao ser reproduzida, aquelas palavras chegavam até mim por baixo da fina fresta da porta de aço, disputando espaço com a única fonte de luz.- Não me recordo de termos estipulado algum no início do projeto meu caro amigo. Vocês querem vencer mais essa corrida e saber mais sobre a mente humana do que eles sabem, então, não podem ter medo de quebrar alguns ovos.- É que não está me cheirando a omelete doutor. Só me cheira a queimado - passos secos ecoaram brevemente e o silêncio tornou a reinar; do lado de fora.[...]Aquele lugar tinha se transformado da noite para o dia. E o doutor estava sempre em reunião. Homens engravatados, pastas cheias
Eu compreendo que seja normal uma pessoa não dizer absolutamente tudo o que pensa. Só que existem limites, de uma maneira que não consigo nem começar a explicar, mas todos nós percebemos quando alguém está falando tão secamente que sua própria fala parece uma roupa torcida até não restar mais água, mas também danificar sua elasticidade de forma permanente.Para tudo aquilo que expressamos verbalmente - ainda que antes, lavamos em nosso inconsciente, torcemos em nossa consciência, para então expor no varal de nosso quintal, à vista dos vizinhos quando, por fim, falamos - existe o sol e o vento para terminar a secagem de maneira natural. Ou seja, faz parte do processo que aquele que está do lado de fora, ouça e absorva tanto o inteligível quanto parte do seu abstrato, da identidade do seu ser naquilo que você quis expressar.- Você ainda está me contando
- Nós temos um plano? - questionei impaciente olhando através da fechadura para um corredor deserto e misterioso.- E alguma vez já tivemos? - rebateu Amanda enquanto parecia remexer aleatoriamente nas tralhas encostadas no canto da sala.E mais uma vez ela tinha razão.Todo aquele tempo ali, entre idas e vindas até, e tudo que parecia ter sido um plano, havia desmoronado como um castelo de cartas, que era erguido repetidamente por alguém com uma crise de resfriado.Não chegamos a lugar nenhum, literalmente. Mas nos agarrávamos à única coisa que ainda tínhamos connosco. A vida.Olhando para trás me recordei da maravilhosa demonstração daquilo, que havíamos feito minutos antes. Desperto lentamente e meu cérebro tem certa dificuldade em interpretar o que meus olhos enxergam. O que parecia ser uma parede marrom, já meio estragada pelo tempo, mostrou-se ser na verdade a mesa de refeitório antiga, na qual eu tinha o rosto apoiado e onde um pouco de saliva havia molhado a madeira.- Merda - a lateral do meu rosto estava dormente quando levantei a cabeça e meu pescoço estalou quando endireitei a postura e olhei para frente. Outro período em piloto automático provavelmente, e ainda algumas horas completamente apagado naquela mesa.Podia jurar que minha mente fazia um barulho mecânico enquanto reorganizava as percepções e as poucas e vagas memórias que eu tinha, em um contexto de tempo presente. Foi quando algo ainda mais estranho chamou a minha atenção.Más CapítulosO Sino da Divisão
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