Jonas abre o livro “Crônicas da Casa de Vidro”.
A capa range como se estivesse viva, e um cheiro de papel úmido e poeira antiga invade o ar. As páginas, amareladas, registram em detalhes a fundação do palácio: um casal nobre que construiu a mansão de cristal como símbolo de pureza e eternidade.
Ele vira as folhas com cuidado até encontrar um trecho marcado por uma mancha escura. As palavras ali parecem pulsar:
“A criança nasceu sob presságios ruins. Os vidros trincaram na noite do parto. Ainda