AVERY WELLES
Olhei pela janela do nosso quarto, sentindo a mesma dormência que me dominara tantos anos atrás quando perdi minha mãe, rastejar de volta. O tempo lá fora se assemelhava exatamente ao que eu sentia dentro do meu coração. Escuro, sombrio e à beira de uma chuva torrencial. Não poderia estar mais correto. Como o céu que guardava uma imagem de incerteza, minha cabeça estava a mesma.
— Ei, querida — ouvi-o resmungar. No entanto, não me mexo, por mais de um motivo. Não tenho forças. E