Narrado por Lorde
Na primeira martelada, o grito dela ecoou pelas paredes mofadas do quarto. Alto. Vivo. Cortante. Mas mesmo assim… sem lágrimas. Já vi marmanjos entregarem seus próprios filhos com menos do que isso. Mas Maitê? Ela me encara como se ainda tivesse alguma dignidade intacta. Um resto de orgulho que insiste em não morrer.
— Vamos lá, tá pronta pra segunda pergunta? — pergunto com um sorriso cínico, fingindo leveza onde só há ódio.
Ela sorri. Sim, ela tem a ousadia de sorrir.
— Mais