O dia seguinte amanheceu nublado, e Gabriel chegou ao hospital alguns minutos depois das oito, com a postura impecável de sempre, mas o olhar mais distante que o habitual. Vestia um terno escuro e camisa clara, mas, pela primeira vez em muito tempo, estava sem gravata. Pequenos sinais que Ana notava — e guardava.
Ela o esperava junto à porta da sala, segurando um tablet e um copo de café recém-passado.
— Café forte. Sem açúcar. Como gosta. — disse com um leve sorriso.
— Obrigado, Ana. — respond