Depois da Fuga
Mariana entrou na Sala 4A como um furacão silencioso. Seus passos eram rápidos, quase tropeçados, como se o chão queimasse. Não viu as pessoas conversando ao fundo, não notou as mesas organizadas com crachás, café e pastas coloridas. Tudo era um borrão distante. A mente dela era um único ponto em chamas. Foi direto ao banheiro interno, empurrou a porta com força contida, trancou-a e se deixou deslizar até o chão, as costas escorregando pela superfície fria das lajotas brancas. A respiração vinha